mercredi 3 décembre 2014

lundi 1 décembre 2014

Discours du XXème Congrès du PS portugais des 29-30 novembre 2014, à Lisbonne.

Monsieur le Président du Parti, Carlos César,
Monsieur le Premier Secrétaire, António Costa,
Chères et chers camarades, 
 
Il y a quelque temps, lors d’une réunion du Conseil national, je vous ai demandé plus de fraternité, envers nous, envers les Portugais résidents à l’étranger. Personne parmi vous n’ignore la définition de la fraternité qui fait chaque jour de notre engagement socialiste- cette confiance librement donné à l’inconnu et qui remet le ciel en marche. Ceci ordonne de respecter cette promesse historique des socialistes, la promesse de jours “originels, entiers et limpides” pour voir, toujours, “sur chaque visage l’égalité”.                                            

“Sur chaque visage l’égalité",  c’est le réaliser au Portugal, ici, au dedans et là-bas, au dehors et, ainsi a toujours été le Portugal. Si certaines questions difficiles, encore sans réponses restent suspendues au ciel du pays bleu comme : finalement, qui est Portugais ? Qui sommes-nous ? Comment définir notre lien au Portugal, vous et nous ?, nous reconnaissons, oui, la sincérité de votre fraternité engagée à changer désormais un paradigme erroné, parce qu'injustement péjoratif, mais profondément enraciné au Portugal, en ce qui nous concerne : nous, les Communautés. Rien de mieux qu’un travail militant commun pour contribuer au retour de la grandeur de notre histoire, où chacun a sa place, dans la multiplicité qui nous caractérise, au Portugal et partout dans le monde. Être portugais, c’est être TOUT– le génie de Fernando Pessoa est aussi le nôtre !

Pour la Circonscription Europe, je vous avoue que notre responsabilité est grande : travailler pour vous donner deux députés socialistes à l’Assemblée !
 
En Europe, nous avons véritablement un travail historique à réussir vis-à-vis des Communautés portugaises en profitant de l’avantage que nos migrants ont été européens bien avant les autres et qu’ils continuent de l’être, inscrits dans cette dynamique d’européisation des peuples. Comment ? En soutenant le travail des Sections, dans l’interaction de celles-ci. En ce sens, sachez qu’il existe un portail Web européen et mondial conçus par “l’ingénierie luso-allemande” (Section de Münster) pour une meilleure interaction et un travail réciproque renouvelé. Il nous manque une Fédération pour mieux militer avec vous de façon quotidienne, moderne, efficace, mieux articulée et coordonnée. Quand : maintenant ! Pourquoi faire ?
Pour continuer, unis, à contredire tous les fatalismes et  transformer des destins, toujours, ici et là-bas.
 
Nous avons besoin de votre passion et non de votre compassion, afin de réaliser 4 priorités, parmi de nombreuses autres que nous présenterons bientôt au 1er des Socialistes :

  - Nommer un(e) Secrétaire national(e) pour la Circonscription Europe, et un(e) autre pour la Circonscription Monde ainsi qu’un(e) Directeur(trice) pour les Communautés qui viennent et connaissent le terrain, c’est-à-dire, autant de l’Europe que du monde. 
 
- 4 députés, pour presque 6 millions de Portugais quand la France a offert récemment 12 Sénateurs, 11 Députés de l’étranger et une Assemblée des Français de l’étranger qui compte 90 conseillers consulaires et 443 membres consulaires pour 1,8 millions des siens ? 1 député supplémentaire pour chaque Circonscription ne serait-il pas plus juste, interrogeons-nous ?
 
- Renforcer un réseau diplomatique et consulaire qui souffre d’un manque criard de personnel.
 
- Se dédier, à nouveau, à l’enseignement de la langue portugaise, à notre histoire et à notre culture car ce nouvel Agenda pour une décennie exige un rôle autrement valorisé vis-à-vis de l’Institut Camões. La Lusofonie, c’est nous également tout autant que les membres de la CPLP.
 
Les voyages de ceux qui mettent en location leurs bras, leurs mains et leurs têtes continuent, beaucoup d’entre eux sont Portugais, sans forces ni ressources pour lutter contre des entités privées qui, elles, continuent d’enchaîner un pays à coups d’intérêts et qui écrasent froidement et définitivement notre démocratie.  Notre responsabilité ne s’arrête pas aux frontières de naguère de Chaves et de Vila Formosa, notre responsabilité est de rendre le pain et les rêves à un pays tout entier, ici et là-bas.
 
Nous sommes les enfants de l’Aube, ceux du XXIème siècle. Ils ont brutalement fauché les oeillets du Portugal et des Communautés. Nous savons qui ils sont : l’actuel gouvernement du Portugal ! Nous devons en planter d’autres, de toute urgence, plus robustes pour cette nouvelle décennie de travail. Nous sommes militants, ceux qui ont“une rose rouge ouverte dans le coeur et qui n’ont besoin de rien d’autre"  pour affronter les moments troublés et violentés de leur histoire. Nous, les militantes, sommes l’épée de la Justice, et l’épée de la Justice n’a pas de fourreau... Il y a encore beaucoup de personnes qui ont besoin de nous, les Socialistes, pour vivre librement et dignement!

 
Nous sommes tous Portugais! Nous sommes tous socialistes !
 
Vive le PS!
Vive A. Costa!
Vive les Communautés!
Vive le Portugal!
 NDO

samedi 29 novembre 2014


XX CONGESSO NACIONAL DO PARTIDO SOCIALISTA

Lisboa, a 29-30 de Novembro de 2104

“Agenda para uma década”

Caro Presidente do Partido, Carlos César,

Caro Secretário Geral, António Costa,
Caras e caros camaradas,

Há tempos, no decorrer de uma reunião de trabalho da Comissão nacional, tinha-vos pedido  fraternidade para connosco, para com os Portugueses residentes no estrangeiro, as ditas Comunidades. Nenhum de vós ignora a definição da fraternidade que faz de cada dia o nosso compromisso socialista – aquela confiança livremente entregue a estranhos e que repõe em movimento o céu inteiro. Isso ordena cumprir com uma promessa histórica dos socialistas, a promessa de dias, “iniciais, inteiros e limpos” para ver, sempre, “em cada rosto igualdade”.

 "Em  cada rosto igualdade”, é cumpri-lo em Portugal, cá dentro e lá fora e assim sempre foi Portugal. Se algumas perguntas difíceis ainda sem respostas pairam no céu do país azul como: Afinal, quem é português? Quem somos? Como definir a nossa ligação com Portugal, vós e nós?, reconhecemos sim a sinceridade da vossa fraternidade empenhada em alterar doravante um paradigma errado, porque injustamente pejorativo, mas profundamente enraízado em Portugal, no que diz respeito a nós: às Comunidades. Nada como um trabalho militante comum para contribuir para o retorno à grandeza da nossa história, onde todos tenham o seu lugar, na multiplicidade que sempre nos caracterizou, em Portugal e em todo o mundo. Ser português, é ser TUDO – o génio de F. Pessoa é também nosso!

Pelo Círculo da Europa, confesso-vos que a nossa próxima responsabilidade é grande: trabalhar para dar dois Deputados socialistas à Assembleia da República!

Na Europa, temos verdadeiramente um trabalho histórico para cumprir na matéria das Comunidades aproveitando da vantangem de que os nossos migrantes foram europeus bem antes dos outros e que continuam a sê-lo na dinâmica de europeização dos povos. Como? No trabalho das Secções, nas interações de todas as mesmas. Para isso saibam que existe um portal europeu e mundial concebido pela « engenheria luso-alemã » (Secção de Münster) para proporcionar melhor interação e trabalho mútuo. Falta-nos uma Federação para militar convosco de forma diária, moderna, eficaz, melhor articulada e coordenada. Quando: já! Para quê? Para continuarmos unidos a contradizer qualquer forma de fatalismos e  transformar destinos, sempre, cá e lá.

Precisamos mais de paixão do que compaixão para connosco, precisamos de vós para realizar 4 prioridades, entre outras mais numerosas que apresentaremos ao Secretário Geral:


- Nomear um(a) Comissário(a) nacional Pela Europa e outro(a) pelo Mundo e um(a) Diretor(a) para as Comunidades que venha do terreno e conheça o terreno ou seja tanto Europa como o mundo.


- 4 deputados, para quase 6 milhões de Portugueses quando França ofereceu recentemente 12 senadores, 11 Deputados e um Conselho mundial de 90 assesores consulares e 443 conselheiros consulares para 1,8 milhões dos seus? 1 deputado suplementar para cada Círculo não seria mais justo, perguntamos nós?

- Fortelecer uma rede diplomática e consular que sofre de uma gritante falta de pessoal.

- Voltar a dedicar-se ao ensino do Português, da sua História e Cultura, a nova década exige um papel acrescido para o Instituto Camões. A Lusofonia somos nós também além da CPLP.

Continuam as viagens de quem entrega braços, mãos, e cabeças por alugar, muitos deles Portugueses, sem forças nem recursos para lutar contra entidades privadas que acorrentam ainda o país com juros e pisam fria e definitivamente a nossa democracia. A nossa responsabilidade não pára nas fronteiras de outrora em Chaves e em Vila Formosa, a nossa responsabilidade é devolver o pão e os sonhos a uma país inteiro, cá e lá.  

Somos filhos da madrugada, os do século XXI. Esmagaram brutalmente os cravos de Portugal e das Comunidades. Sabemos quem: o Governo atual de Portugal! Cabe-nos plantar outros, urgentemente, mais robustos para esta nova década de trabalho.  Somos militantes,  aqueles que têm “uma rosa vermelha aberta dentro do peito e que não precisam de mais nada”

para efrentar  momentos túrbios e violentados da sua história. Somos nós, os militantes, a espada da JUSTIÇA e a espada da justiça não tem bainha... Há ainda quem precisa muito de nós, os socialistas, para viver livre e dignamente!



Somos Portugueses! Somos Socialistas!
Viva o PS!
Viva A. Costa!
Viva as Comunidades!
Viva Portugal!

Nathalie De Oliveira